Direção: Daniel Augusto
Roteiro: Carolina Kotscho
Elenco: Júlio Andrade, Ravel Andrade, Fabiana Gugli, Fabiula Nascimento, Lucci Ferreira
Produção: Iona de Macedo, Carolina Kotscho
Estreia: 14 de Agosto de 2014
Gênero: Drama/Biografia
Duração: 112 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos

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Gostando ou não, é inegável o sucesso de Paulo Coelho. Suas obras são mundialmente conhecidas e sua figura é de grande imponência por todos os lugares que passa. Tudo isso é um prato cheio para uma cinebiografia de sucesso. Entretanto, Não Pare na Pista opta por seguir a linha das maioria ultimas biografias lançadas: é mais do mesmo, não ousa em nada (pior ainda, acha que está inovando). Resultando, portanto, em mais uma obra com excelente esmero técnico em detrimento de um péssimo e entediante roteiro.

Já estamos familiarizados com a vida do grande autor Paulo Coelho; o filme, contudo, procura focar foca mais em sua jornada pré “O Alquimista”, seu maior sucesso, mostrando suas dificuldades de relacionamento com o pai, que não aceitava a sua escolha profissional, passando pela fase de rebeldia até o envolvimento com a música de Raul Seixas, até chegar nos dias atuais, mostrando o escritor, tentando não cair na rotina a qual o reconhecimento e importância impõe, à medida em segue um busca espiritual.

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O grande problema de Não Pare na Pista consiste na forma como a história foi desenvolvida. Sempre que pensamos em uma biografia, imaginamos que seja seguido uma linha cronológica, claro que isso não é necessário, mas como estamos contando a trajetória de uma pessoa, faz mais sentido mostrar seu início, meio e fim (se este estiver chegado) de maneira clara e objetiva. Nessa produção, porém, os roteiristas escolheram por fazer saltos no tempo. Iniciamos a projeção com o autor no tempo presente fazendo uma viagem ao Caminho de Santiago da Compostela (em uma latente necessidade de mostrar a co-produção com a Espanha), logo depois vamos a sua infância, pulamos para época de desenvolvimento do seu principal best seller, voltamos para a sua juventude. Enfim, essas idas e vindas não são bem aplicadas e mais confundem o espectador do que ajudam a entender as motivações de Paulo Coelho.

Se o argumento não ajuda, pelo menos o elenco salva o longa do total desastre. Assim como em seus filmes anteriores, Júlio Andrade, consegue nos trazer com brilhantismo o seu personagem. Desde as nuances do ator, a caracterização e os próprios trejeitos lembram muito Paulo Coelho e, quando o ator está em foco, ele acaba por tapar os buracos que o fraco roteiro apresenta. Além dele, cabe ressaltar a presença de seu irmão, Rével Andrade no papel do autor em sua fase adolescente na qual enfrenta o conservadorismo do pai não aceitando a sua ambição de viver da literatura.

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Mais uma vez, os destaques do filme ficam para o segmento técnico: fotografia, caracterização e ambientação, ao passo que a narrativa e sua construção ficam em segundo plano. O resultado, por conseguinte, é expressivo nos sentimentos do espectador o qual fica encantado visualmente, mas fatigado com a falta de ritmo. Sem dúvida, “A melhor história de Paulo Coelho” ficou só no título.

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