Crítica | Em Busca de Fellini

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Em Busca de Fellini (In Search Of Fellini, 2017); Direção: Taron Lexton; Roteiro: Nancy Cartwright e Peter Kjenaas; Elenco: Maria Bello, Ksenia Solo, David O’Donnell, Mary Lynn Rajskub, Beth Riesgraf, Nancy Cartwright; Duração: 93 minutos; Gênero: Drama, Aventura; Produção: Michael Doven, Milena Ferreira, Monica Gil, Peter Kjenaas, Taron Lexton, Nathan Lorch; País: Estados Unidos; Distribuição: Cineart; Estreia no Brasil: 07 de Dezembro de 2017;

Sempre que um filme se propõe a fazer uma homenagem a algum artista fico com muito receio. Há uma linha muito tênue entre o fanatismo, que (quase) sempre leva a uma idealização exacerbada, e a vontade de demonstrar para o mundo o quanto se admira alguém. Em Busca de Fellini tem por objetivo nos apresentar uma garota que sempre viveu em um mundo de imaginação e, após conhecer as obras de Fellini, ela decide que vai para a Italia com o intuito de falar com o aclamado diretor. Contudo, nem tudo sai como o imaginado e a protagonista acaba vivendo uma experiência que mistura ficção com realidade.

Esse é uma daquelas produções em que a ideia é muito mais interessante que a sua execução. Sem dúvida estamos diante de algo diferente e que tenta, de todas as maneiras, se assemelhar ao que Fellini fazia, buscando diversas formas de referencia-lo. Então, personagens de seus longas aparecem (algo semelhante ao ja visto em Meia Noite em Paris de Woody Allen), há uma mistura de enredos: é uma salada de frutas. Porém, falta carisma e, principalmente identidade. O diretor Taron Lexton, estreante na direção de longas, não sabe como abordar a história sem transformar tudo em um exagero visual que simplesmente não combina com o resto da fita, ao mesmo tempo em que a escolha dos planos e dos cortes também não aproveita o excelente design de produção que fica tão esquecido quanto o bom senso.

Assim, Em Busca de Fellini se mostra um total equívoco na sua execução. É óbvio que ninguém sabia muito bem o que fazer para que houvesse uma unicidade narrativa que, ao mesmo tempo em que apresentasse um roteiro com inicio, meio e fim, pudesse fazer as devidas referências à Fellini. Infelizmente isso não acontece e, assim como no filme, nos resta apenas entrar num mundo da imaginação e tentar salvar a produção do desastre.

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Editor-Chefe do Cine Eterno. Estudante apaixonado pelo universo da sétima arte. Encontra no cinema uma forma de troca de experiências, tanto pelas obras que são apresentadas, quanto pelas discussões que cada uma traz. Como diria Martin Scorsese "Cinema é a importância do que está dentro do quadro e o que está fora".

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