Divertida Mente, longa lançado ano passado pelo estúdio, foi o apogeu criativo do estúdio que vinha decepcionando com projetos bem aquém do estilo de qualidade que estipulou. O Bom Dinossauro foi o projeto que sucedeu Divertida Mente, só por isso já gerou expectativas de que fosse tão bom e original quanto, sobretudo em mostrar que filmes como Carros 2 e Valente foram apenas pontos fora da curva na grande filmografia da Pixar. Contudo, Dinossauro apresenta características comuns aos projetos do estúdio, porém não acrescenta nada e sequer constrói um sentimento singular, frustando como animação, sendo Pixar ainda mais.


A animação parte do ponto onde os dinossauros não foram extintos e ainda andam pela terra, focando na família de Arlo (Voz de Raymond Ochoa), um jovem com problemas de aceitação, baixa auto-estima e síndrome de inferioridade decorrente da pressão dos pais (Frances Mcdormand e Jeffrey Wright) em ser mais corajoso e notável. Certo dia, a vida de Arlo muda quando ele encontra uma “criatura”, na verdade um dos primeiros espécimes de homem, se perdendo de casa e tendo que se unir com ele para retornar, porém ele vai enfrentando muitos problemas pela frente, necessitando encontrar a coragem em si mesmo, a coragem que a vida quer da gente. Como todo filme da Pixar, se trata de uma odisseia de superação na qual os personagens passam por inúmeras adversidades para descobrir aquilo que estão procurando se encontra em si mesmo, parece piegas falando assim, porém o estúdio já mostrou que sabe fazer isso de forma natural e emocionante, principalmente por que todos os filmes tinham algum singular que fugia do lugar comum. Este carece justamente disso, não acrescenta nada, apenas bebe da fonte já estabelecida, até a questão familiar do filho que tenta se mostrar aos país como fonte de orgulho é batida.


Os personagens em geral são bem construídos, empáticos e carismáticos, com exceção do grupo de pterodáctilos que são os principais antagonistas do filme, são fraquinhos e pouco agregadores na narrativa em si, esquecíveis. A trilha sonora é o ponto forte da animação, composta pelos irmãos Michael e Jeff Danna, é até edificante no ritmo aventureiro, junto com a ótima direção de arte e fotografia, qualidades pouco reconhecidas pelo público, mas que tornam O Bom Dinossauro notável nesses méritos. É uma animação bonita, porém esquecível no final das contas, tá pra ser mais um ponto fora da curva do que um longa aos moldes dos filmes que imortalizaram e mostraram que a Pixar sabe fazer um Filme, independente de ser animado. Uma pena, na torcida que o próximo projeto seja mais feliz e memorável, pois esse não foi.

TRAILER LEGENDADO

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