Já estamos no terceiro dia do festival que começou um pouco morno, deu uma esquentada no segundo e hoje a expectativa é de que seja bombástico tendo em vista que no fim da noite já temos as primeiras premiações do festival.

Como de costume, o início do dia é basicamente para escrever os textos e editar os vídeos relacionados com a noite anterior e, claro, as coletivas! Você pode acompanhar tudo lá no nosso stories do instagram @cineeterno.

No início da tarde, começou a última exibição da mostra de curtas gaúchos patrocinada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Se ontem fiquei decepcionado com os curtas, hoje não posso dizer o mesmo. Gostei de quase todas as produções e não foi nenhum tarefa simples elencar os três destaques, os quais passo a listar:
Solito, de Eduardo Reis.
Bicha Camelô, de Wagner Previtali.
Mãe dos Monstros, de Julia Zanin de Paula
Cabe fazer, também, uma menção honrosa para Kátharsis, de Mirela Kruel, o qual apresenta uma atuação poderosa de sua atriz principal.

Bem, com um tempo de descanso para mim, afinal, eu mereço depois de ter dormido pouco mais de 4 horas, já era hora da terceira noite de festival que tinha em pauta mais dois curtas da mostra brasileira e um longa brasileiro em competição, o As Duas Irenes.

A primeira exibição ficou sob a responsabilidade de Médico de Monstros, de Gustavo Teixeira, curta sobre um devaneio de uma criança que se intitula como médica de monstros até que uma visita inesperada muda um pouco as coisas. A história é bem fofa e surpreendentemente divertida, agradou bastante o público da sala. Em seguida, foi a vez do curta A Gis, de Thiago Carvalhaes, documentário cujo objetivo é investigar o assassinato de Gisberta, uma mulher transexual. Misturando reportagens e uma narrativa sensorial, a produção evoca diversos sentimentos, contudo a raiva se destaca. Tudo isso aliado com o fato de que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans. Foi difícil conter as lágrimas.

Finalizando o primeiro bloco deste 3º dia, era hora do aguardadíssimo As Duas Irenes, dirigido pelo estreante Fábio Meira. A despeito de ser sua primeira fita, o diretor já demonstra uma grande segurança na direção e nos apresenta um filme belo, intrigante e – à sua maneira – questionador. A crítica em texto você confere aqui

Para encerrar a noite, houve a premiação da Mostra Assembleia Legislativa de Curtas Gaúchos cujo grande premiado da noite foi o excelente documentário Secundas que acompanha um grupo de jovens de 15-16 anos responsáveis pela ocupação da secretaria da fazenda de Porto Alegre.
A lista completa de vencedores você pode conferir aqui. 

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