Título Original: Warcraft

Direção: Duncan Jones

Roteiro: Duncan Jones e Charles Leavitt

Elenco: Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Dominic Cooper, Ben Schnetzer, Robert Kazinsky

Produção: Stuart Fenegan, Alex Gartner, Jon Jashni, Charles Roven, Thomas Tull

Estreia Mundial: 10 de Junho de 2016

Estreia no Brasil: 02 de Junho de 2016

Gênero: Fantasia/Ação

Duração: 123 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

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Pela primeira vez, em larga escala, renasceram as esperanças de que a conjugação Cinema + Videogames finalmente fosse efetiva e, claro, bem sucedida. De fato, existem alguns outros exemplos de sucesso nesta área como Silent Hill e Resident Evil. A questão é que o primeiro é uma excelente produção que não obteve êxito na bilheteria, ao passo que, no segundo, os longas são bem medianos, mas extremamente rentáveis. Warcraft, assim, vêm com a promessa de unir o útil ao agradável: ser cinematográfica e economicamente afortunado. Entretanto, essa oportunidade ficará, novamente, na promessa.

De início, convém ressaltar a dificuldade que é fazer uma sinopse de Warcraft. Embora o universo não pareça ser tão extenso comparado a outras fantasias como Senhor dos Aneis, há vários núcleos, vários espaços, terras e afins. Portanto, grande parte da narrativa, com efeito, é introdução do que se passa em Azeroth (um planeta bastante semelhante à Terra). Ali vivem os seres humanos governados pelo Rei Llane (Dominic Cooper) sob a proteção do Mago Medivh (Ben Foster). As tensões começam a mudar a partir do momento em que ocorre uma invasão de uma horda de orcs. Uma vez que seu planeta está em ruínas, o líder dos orcs ativa um portal que liga sua terra com a dos humanos. Então, não é muito difícil de prever que uma guerra vai ocorrer.

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Se o roteiro focasse apenas nesta batalha, provavelmente teríamos uma narrativa muito mais coesa e palpável. Porém, há a introdução de famílias dos orcs e dos humanos, tem relacionamento amoroso, tem história paralela que serve de gancho para uma eventual – e quase certa – sequência. Enfim, tem muito estofado para pouco sofá e, claro, a película parece inchada e, principalmente, quem (assim como eu) não conhecia absolutamente nada sobre Warcraft vai ficar um pouco perdido em alguns momentos. Confesso que fiquei bastante decepcionado, principalmente porque sou um grande fã do trabalho de Duncan Jones, diretor de obras primas como Lunar e Contra o Tempo. Faltou aquela objetividade/complexidade que ele trouxe nos segundo e faltou a beleza e delicadeza do primeiro. Da composição dos planos até mesmo na mise-en-scène, Warcraft parece um qualquer genérico de ação. Ademais, alguns diálogos parecem surrupiados de roteiros televisivos que basicamente narram o que o espectador vê na tela. Assim, é com muito pesar que lhes digo que a fita peca no básico como direção e roteiro.

Por outro lado, para que o texto fique um pouco mais alegre, é necessário ressaltar as belezas da película. Embora existam muitos personagens digitais, a mescla destes com os atores ~reais~ é bastante verossímil, inclusive, resolve o que poderia ser um problema: uma vez que não há nenhum nome de peso no elenco, os núcleos orcs e humanos têm o mesmo peso em tela, isto é, nenhum apaga o outro. Outro ponto, sem dúvida é o ritmo acelerado na maior parte da projeção (sim, há uma exceção na transição do primeiro para o segundo ato que o filme dá uma parada legal, mas nada que extrapole o tolerável) que consegue dar uma maior harmonia para o roteiro capenga. E, por fim, sem querer chover no molhado, preciso elogiar, também, os efeitos especiais os quais estão na medida, funcionam nem para mais e nem para menos.

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De saldo final, então, Warcraft pode ser considerado mediano. Teria um potencial muito maior se fosse menos ambicioso em seu primeiro filme, visto que a quantidade de (evidentes) referências ao jogo, com objetivo de agradar aos fãs do jogo, vão acabar afastando um novo público que poderia, em breve, também ser fã de Warcraft versão cinema. Ademais, a falta de um protagonista mais carismático e de um maior foco em um núcleo e em uma historia faz com que não nos importemos tanto com os personagens e, por conseguinte, não nos conectemos – como deveríamos – com o longa. Então, mesmo que eu tenha saído, de certa forma, feliz do cinema, um gosto amargo permaneceu. Quem sabe no próximo encontro!

TRAILER LEGENDADO

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