Direção:  Noam Murro
Roteiro: Zack Snyder e Kurt Johnstad
Elenco: Rodrigo Santoro, Sullivan Stapleton, Eva Green, Jamie Blackley.
Produção: Deborah Snyder, Zack Snyder, Thomas Tull, Gianni Nunnari, Mark Canton
Estreia Mundial: 07 de Março de 2014
Estreia no Brasil: 07 de Março de 2014
Gênero: Ação/ Aventura
Duração: 102 minutos

 

Inferior ao primeiro filme em quase todos os quesitos, 300: A Ascensão do Império é uma continuação desnecessária de uma fita que não exige sequência ou melhores explicações.

 

Em 2006 quando assistimos 300 pela primeira vez, fomos surpreendidos pela diferente forma como a Batalha das Termópilas foi nos apresentada. Criaturas fantásticas, lutas espetaculares que, a despeito de uma falta de enredo mais complexo, conseguiram fazer com que o filme de Zack Snyder se tornasse inovador e interessante em vários aspectos técnicos. Em 300: A Ascensão do Império, percebemos uma clara ambição de transformar o universo já explorado pelo original em algo mais grandioso e épico. No entanto, o resultado em tela deixa e muito a desejar, uma vez que, além de repetir muito dos erros do primeiro, ele tenta fechar algumas pontas que não precisavam de explicação.

A história se passa antes, durante e depois do primeiro filme. Logo em seu início temos a apresentação de como Xerxes (Rodrigo Santoro de 300) virou rei e deus-vivo, assim como a explicação de toda a situação que vem se instaurando entre persas e gregos. Conhecemos, também, Artemísia (Eva Green de Sombras da Noite), personagem que se mostra extremamente fria e calculista a ponto de comandar boa parte do exército persa contra o grego de Temístocles (Sullivan Stapleton de Caça aos Gangsters) que, após não conseguir ajuda de Leônidas, tenta recorrer a outros meios que o auxiliem a derrotar Artemísia.

O roteiro de Snyder e Kurt, além de menosprezar o espectador e fazer questão de explicar tudo, utiliza diálogos para contar fatos que recém aconteceram. Não satisfeitos com isso, os roteiristas não se dão ao trabalho de realmente criarem nexo entre as batalhas que acabam transformando em uma sequência de lutas que pouco desenvolvem a narrativa, ou melhor, funcionam como uma espécie de fases de um game luta até o “chefão final”.

A direção de Noam Murro tenta imitar Zack Snyder em basicamente todos os termos desde o uso de narrações em off e slow motions até o uso da mesma estética. Porém, ele exagera ainda mais o que já era exagerado em Snyder, fazendo com que o filme todo pareça forçado. No primeiro 300, ficamos boquiabertos com as câmeras lentas durante as batalhas. O recurso, que foi utilizado de forma muito precisa e cuidadosa, teve um imenso impacto não só para a fita como para todas as produções seguintes que envolviam o tema. Em A Ascensão do Império houve um abuso, transformando aquilo que era novidade, em algo sem sentido, sendo utilizado apenas para espetáculo visual, sem um motivo que realmente auxilie na narrativa. Isso acaba por tirar o brilhantismo das lutas que estão maiores em escala que as do filme original, mas menores em impacto para o espectador.

Em termos de elenco, o grande destaque fica com Eva Green que aparenta estar se divertindo muito no papel que, apesar de forçado e clichê, se torna a melhor coisa do filme. Enquanto isso, Rodrigo Santoro (reprisando o seu papel de 300) fica apagado. No início da projeção temos a impressão de que ele terá um foco maior, visto que toda sua origem é mostrada, entretanto seu personagem some durante boa parte do filme. Além disso, o Sullivan Stapleton como Temístocles não chega nem aos pés de Gerard Butler em termos de carisma, sua atuação praticamente inexpressiva não gera nenhuma afeição pelo sucesso de seu papel.

Inferior ao primeiro filme em quase todos os quesitos, 300: A Ascensão do Império é uma continuação desnecessária de uma fita que não exige sequência ou melhores explicações. Na verdade, o segundo consegue tirar um pouco do brilhantismo do primeiro, logo não há nada melhor a fazer do que esquecer a sua existência.

TRAILER LEGENDADO

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