O UNIVERSO NO OLHAR  (Mike Cahill – 2014)

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Sinopse: O Dr. Ian Gray (Michael Pitt) é um cientista que pesquisa sobre a íris ocular. Obcecado por descobrir a origem da visão, ele tenta provar que o desenvolvimento do olho humano faz parte da evolução natural, e não precisaria de um “designer inteligente” – ou seja, uma figura divina para criá-lo. Ele trabalha com a ajuda de sua estagiária Karen (Brit Marling) e de Kenny (Steven Yeun). Um dia, ele conhece Sofi (Astrid Berges-Frisbey), e os dois se apaixonam, apesar da diferença de convicções. A aproximação dos dois fará Ian buscar explicações além da ciência para os mistérios que o olho humano pode guardar. Fonte: Adoro Cinema

Por que vale a pena ver: No começo parece que se trata da história de amor entre um cientista e uma mulher misteriosa e encantadora, mas descobrimos que esse romance era só a ponta do iceberg para uma trama que trata do tema ciência x religião de maneira genial, conseguindo agradar ambas as “tribos”. O Universo no Olhar já mostra que tem uma das mais lindas fotografias atuais já em seu início, com a exibição de várias imagens de olhos lindíssimos. O roteiro é de arrepiar, tirar o fôlego com cada frase, cada reflexão, cada emoção, cada descoberta e a trilha sonora só torna tudo mais incrível. No final você está em êxtase. E por favor, é essencial ver a cena pós-crédito.

 

NADA DE MAL PODE ACONTECER  (Katrin Gebbe – 2013)

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Sinopse: O jovem Tore busca em Hamburgo uma nova vida entre um grupo religioso chamado The Jesus Freaks. Quando ele encontra por acaso uma família e é ajudado por ela a reparar seu carro, acredita que tudo aconteceu por um milagre celestial. Ele começa uma amizade com o pai da família, Benno. Logo, decide morar com eles, sem saber que a crueldade virá de lá. Fiel à sua crença religiosa, Tore permanece na casa, embora seja frequentemente atacado por Benno, numa violência crescente. Tore precisa lutar contra o tormento com as suas próprias armas. Fonte: Filmow

Por que vale a pena ver: Um filme sobre religião, sobre o fanatismo e suas consequências quando levados ao extremo. O filme é baseado em fatos reais e por isso é possível dizer que é doloroso de ser assistido, que causa desconforto, por retratar o grau de crueldade e loucura que um ser humano pode chegar. O protagonista, Tore (com atuação assombrosa de Julius Feldmeier), é um poço de ingenuidade e bondade que acredita com todo seu coração que nada de terrível pode lhe acontecer por estar sob a proteção de Deus e durante o filme você consegue notar que algumas vezes seus atos são muito semelhantes ao que aconteceu com Jesus até sua crucificação, (possível spoiler a partir daqui) mas diferente de Jesus, todos seus sacrificios foram por amor a Sanny (filha do casal) e para poupa-la de sofrimentos.

Esse foi o filme de estreia da diretora alemã Katrin Gebbe que já chegou dando uma paulada certeira no público.

 

COHERENCE  (James Ward Byrkit – 2013)

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Sinopse: Durante um jantar, oito amigos começam a falar sobre a proximidade de um cometa, e sobre os rumores de que a passagem deste corpo celeste é capaz de trazer mudanças graves no comportamento das pessoas. Logo após a discussão, a luz acaba, e estranhos fenômenos começam a acontecer com os convidados, questionando a noção de realidade. Fonte: Filmow

Por que vale a pena ver: Esse é um daqueles poucos filmes que te dá um nó tão forte na cabeça quando você termina que depois só resta ficar horas tentando imaginar o que aconteceu ali. A produção e a direção não são lá essas coisas, mas o roteiro e a história envolvendo os vários universos paralelos na vida dos protagonistas são impecáveis e conseguem prender a atenção do começo ao fim, abrindo portas para várias discussões e teorias pós-filme. Duvido você não ficar se perguntando como estará agora seu “eu” de outra dimensão.

 

NA CADÊNCIA DO AMOR  (Hong Khaou – 2014)

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Sinopse: O filme conta a história da tentativa de uma mãe chinesa Junn de compreender seu filho Kai depois de sua morte prematura em Londres. Seu mundo é subitamente interrompido pela presença do namorado dele Richard. Embora Junn fale um pouco de Inglês é impossível a comunicação entre os dois, fazendo com que Richard acabe contratando um tradutor para facilitar a comunicação e aos poucos os dois começam a superar a dor da perda através das lembranças que cada um tem de Kai. Fonte: Filmow

Por que vale a pena ver: Com uma história simples, mas um roteiro repleto de delicadeza, sutileza, sensibilidade e grande carga de emoção em sua base e mensagem, Na Cadência do Amor é um daqueles filmes que é impossível não se envolver com os personagens e com a dor que Richard e Junn estão sentindo pela perda do homem que eles tanto amam. O ponto forte do filme são seus diálogos, extensos, mas tão inteligentes que não fica cansativo, nem mesmo quando a moça fica traduzindo todas as conversas entre os personagens. Ben Whishaw está ótimo, com o olhar muito forte e carregado de emoção nas cenas, assim como a fofíssima Pei-pei Chang que nos passa toda a tristeza de uma mãe que perde um filho. No final as lágrimas já devem estar rolando.

 

SONHOS À DERIVA  (William H. Macy – 2014)

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Sinopse: Depois da morte do filho adolescente, um pai (Billy Crudup) tenta reconstruir sua vida. Certo dia ele encontra alguns objetos que pertenciam ao filho, entre os quais uma série letras de músicas e gravações originais. Para honrar a memória do filho, ele decide montar uma banda para tocar estas canções. Fonte: Filmow

Por que vale a pena ver: O primeiro filme dirigido pelo veterano ator William H. Macy nos traz uma história delicada e tocante que trata de como um acontecimento pode mudar o rumo da vida das pessoas, e nesse caso em como as lembranças deixadas por um filho podem ajudar um pai a tentar seguir em frente depois de uma tragédia. As músicas do filme são o grande destaque, com melodias bem feitas e letras com significado e contendo sempre uma mensagem, tornando as cenas com a banda as mais contagiantes e gostosas de assistir. Talvez o único ponto fraco do filme foi não ter mergulhado na história de seus personagens secundários, mas nada que estrague a beleza da história.

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