Crítica | Loucas Pra Casar

Crítica | Loucas Pra Casar

- in Cinema, Crítica Cinematográfica, Críticas
1

 

Direção: Roberto Santucci

Roteiro: Marcelo Saback e Júlia Spadaccini

Elenco: Ingrid Guimarães, Tata Werneck, Suzana Pires, Marcio Garcia, Fabiana Karla, Edmilson Filho, Guida Viana

Produção: Mayra Lucas e Paulo Boccato

Estreia Nacional: 08 de Janeiro de 2015

Gênero: Comédia

Duração: 108 minutos

Classificação Indicativa: 14 Anos

 

 

Está difícil acabar com o preconceito que eu tenho com a Globo Filmes. A despeito de estar percebendo uma tentativa da produtora em deixar as tramas um pouco mais complexas (em Loucas pra Casar isso ocorre de maneira quase que desesperada), a construção narrativa está longe, mas bem longe, de conseguir chamar atenção ou, no mínimo, fazer rir.

0_CreditoPapricaFotografia_1902154_red-1200x520

A trama se desenvolve a partir do momento em que a personagem Malu (Ingrid Guimarães) descobre que o seu marido (Márcio Garcia) perfeito, lindo e rico tem outras duas amantes: Maria e Lúcia interpretadas por Tatá Werneck e Suzana Pires, respectivamente. Sim, a trama, logo de início lembra muito o fraco Mulheres ao Ataque com a Cameron Dias, mas, como o machismo impera no roteiro, a protagonista do Loucas pra Casar não larga do marido infiel, ela decide ir atrás das parceiras extraconjugais para lutar pelo bonitão, em vez de simplesmente largar dele ou se juntar as amantes para se vingar.

Ah! E o pior de tudo é que Loucas Pra Casar consegue fazer com que Mulheres ao Ataque pareça ser um ótimo filme.

Admito que tenho um fraco pela Tatá Werneck. Desde sua aparição em Quinta Categoria, passando pelo Comédia MTV, aprecio, e muito, o seu trabalho, até mesmo quando participou da novela das oito em um papel pra lá de caricato eu conseguia me divertir com suas tiradas e seus olhares que só ela sabe fazer. Loucas pra Casar, entretanto, conseguiu deixar até a Tatá sem graça – algo que eu não achava ser possível. Então, se a única coisa que poderia salvar o filme do desastre não estava funcionando, só me restava esperar (sentado) que alguma outra coisa conseguisse destaque no filme.

primeiro-trailer-do-nacional-lou

Isso não acontece, é claro, haja vista que a direção é preguiçosa; a fotografia não existe; o roteiro? Oi?! é de comer?; as piadas não funcionam (com exceção de uma proferida por Tatá); as atuações, em geral, são forçadissimas. Se tudo isso já não bastasse, para fechar com chave de ouro, o filme resolve fugir do padrão 1h30min, para 1h45min de tortura. Enfim, é uma decepção total, tanto em produção, quanto temática.

Mas como é ano novo, vida nova. Já prevejo que vai ser um sucesso, como sempre, o público vai rir um monte das piadas sem graça e machistas que desfilam durante a produção, e, claro, eu e os outros que não gostaram seremos os chatos que não se divertem. Na verdade, invejo quem assiste a um filme como esse e a todos os outros subprodutos que a globo coloca no cinema, conseguindo se divertir. Não sou capaz de simplesmente desligar o cérebro e aceitar o que vier.

fa80fdc0605a02f9dbe6dceb14a97c4f28cfa1c5

Enfim já estão confirmadas as continuações De Pernas Pro Ar e Qualquer Gato Vira-Lata… Ah 2015 vai ser um longo ano.

TRAILER

https://www.youtube.com/watch?v=zLE0xOr6urU

Comentários

comentários

About the author

Editor-Chefe do Cine Eterno.
Estudante apaixonado pelo universo da sétima arte. Encontra no cinema uma forma de troca de experiências, tanto pelas obras que são apresentadas, quanto pelas discussões que cada uma traz. Como diria Martin Scorsese “Cinema é a importância do que está dentro do quadro e o que está fora”.

Related Posts

1 Comment

  1. Pingback: Crítica | Fala Sério, Mãe! - Cine Eterno - Cinema Sem Fronteiras

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like

Crítica | O Destino de uma Nação

O Destino de Uma Nação (Darkest Hour, 2017);