Eba! Mais um filme de garota em um futuro distópico no qual é forçada a salvar o mundo! Mal podia esperar por mais um. Depois da decepção com o final de Jogos Vorazes e com a sempre porcaria do Divergente cujos acertos parecem estar cada vez mais distantes, A 5ª Onda chega para entrar nessas estatísticas de ficção adolescente. De cara já digo que essa adaptação do homônimo de Rick Yancey, tem um material temático mais interessante que Divergente. Toda a questão de invasão alienígena e dubiedade de personagens é bastante rica se formos comparar. No entanto, o problema ocorre na hora de executar. Minto, até boa parte da película, tudo vai muito bem, obrigado, mas, quando chega na metade pro fim, a coisa desanda de uma maneira catastrófica em todos os sentidos.

A fita retrata a tomada do planeta terra por alienígenas chamados de “os outros” e, a partir disso, é feito o recorte para a história de Cassie (Chloe Moretz), uma garota normal de ensino médio com aqueles problemas normais da adolescente: ser popular e ser notada pelo crush, Ben Parrish (Nick Robinson de Jurassic World). Tudo muda quando a invasão ocorre e uma séria de “ondas”, -espécies de pragas do egito modernas – começam a dizimar a população mundial. Na primeira onda, os equipamentos e motores eletrônicos param de funcionar; na segunda, “baixa o Poseidon”, e boa parte da superfície é destruída por ondas gigantes. Depois vem a terceira: o vírus mortal e nem preciso dizer o que acontece, né? Na quarta, “os outros” começam a se disfarçar entre os humanos para eliminar os sobreviventes. E, finalmente, na quinta temos o início da batalha pelo planeta.

Nick Robinson and Maria Bello in Columbia Pictures' "The 5th Wave," starring Chloë Grace Moretz.

Enquanto as ondas vão ocorrendo, vamos acompanhando o que foi acontecendo com a protagonista que teve sua vida perfeita transformada em um grande inferno no qual é preciso portar uma arma para sobreviver. Além disso, claro, ela perde a sua família, com exceção de seu irmão mais novo, Sam (Zackary Arthur). E, sim, todos esses acontecimentos vão sendo mostrados num flashback com direito a narração em off. Não que a estratégia seja ruim, mas é extremamente superficial, visto que não dá tempo de criar empatia com Cassie a ponto de nos emocionarmos com as suas perdas. Ademais, o diretor J Blakeson prefere investir num espetáculo  de CGI tosco a aproveitar a oportunidade de dar maior profundidade ao enredo.

Mesmo assim, tudo está ok, sombrio, tenso e, de certa forma, interessante até que surge o personagem Quatro, opa, digo, Edward, não, pera, Evan (Alex Roe) e mexe com os sentimentos dessa garotinha tão ingênua que não pode ser feliz sozinha e precisa de um gostosão perto dela. A partir desse encontro, tudo desanda, uma vez que o roteiro de Susannah Grant, Akiva Goldsman e Jeff Pinkner começa a inserir situações para que os dois comecem a sentir atração. Isso fica claro quando na cena do banho de Evan, não que eu esteja reclamando de ver o físico maravilhoso do rapaz, mas, convenhamos, que essa passagem só protela o segmento da narrativa.

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Enfim, outro grande problema de a 5ª Onda advém de sua vontade quase que incessante de ser uma nova franquia teen, a ponto de copiar as estratégias de seus antepassados e, inclusive, cometendo os mesmo erros deste, quais sejam: romances mal construídos, CGI exagerado e um final aberto deixando o clímax para uma óbvia sequência. Bem, de qualquer forma, nem tudo está perdido e ainda há dois filmes por vir (ou três, caso dividam o último em duas partes) para que os produtores tentam salvar a série da desgraça e, quem sabe, trazer um maior desenvolvimento dos personagens, transformando-os em mais humanos para que, consequentemente, passemos a nos importar com seus futuros. Jogos vorazes conseguiu trazer um segundo filme, melhor que o primeiro. Quem sabe…

TRAILER LEGENDADO

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