Dentre os inúmeros inimigos externos que os Estados Unidos têm, o Irã é um dos mais interessantes, visto ter sido um aliado fundamental ao ocidente, representando seus interesses no oriente médio. Quando a revolução muçulmana destituiu o regime autoritário Xá Reza Pahlavi, colocando no poder os radicais islâmicos, se pôs fim na parceria entre os país, transformando-a numa rivalidade sanguinária. Eis que as acirradas e polêmicas eleições presidenciaveis de 2009 levaram o mundo a acompanhar o processo, sobretudo pelas graves acusações de fraudes que culminaram na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Quando um jornalista denúncia os excessos do governo contra manifestantes, acaba sendo preso e torturado, condenado como espião internacional, servindo de referência para os demais membros da imprensa internacional.

Jon Stewart é um grande comediante e ativista, fazendo sua estréia como cineasta mostrando que não deveria tentar ingressar no cinema assim. Sua direção é tão maneirista, tenta tanto forçar impacto e reflexão ao expectador, conseguindo no máximo o tédio. Além disso, há um notório esforço de transformar o filme em uma obra ativista em prol da liberdade, com direito a aquela alfinetada ao oriente médio e países islâmicos, nada muito novo, na verdade é tudo tão piegas que soa constrangedor como ê levado a sério. O roteiro é cheio de firulas e senso comum, é bárbaro como um comediante tão competente consegue fazer uma obra tão canastra a esse ponto.

Gael Garcia Bernal encarna uma repetição de seu papel no filme chileno “No”, soa desconfortável em vários momentos, sobretudo na construção de ápices dramáticos. Não convence e é um talento desperdiçado. “118 dias”  até seria uma obra minimamente instigante se não tivesse a pretensão de revolucionar a vida do expectador, tendo efeito anulado por ser um filme tão preguiçoso.

 TRAILER LEGENDADO

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