É muito comum se ver na internet, rankings e comentários, citando as maiores injustiças do Oscar, gostando ou não, ainda o prêmio mais cobiçado do mundo do cinema. Que a academia vive cometendo suas “gafes” já não é novidade, mas muitas vezes esse excesso de evidência aos erros cometidos por ela durante os anos, acaba por deixar de lado as vitórias de artistas em grandes atuações do cinema, muitas delas que revelaram talentos, evidenciaram nomes para o mundo ou consagraram carreiras de sucesso. Segue uma lista pessoal, com 10 grandes momentos da premiação na categoria de Melhor Atriz:

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diane keaton annie hall

 

 10 – Diane Keaton, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – 1978

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Em meio a tantas atuações dramáticas já premiadas, Diane Keaton consegue se destacar atuando em um filme mais cômico e cheio de ironias. Em Annie Hall, dirigido por Woody Allen, ela interpreta uma cantora em início de carreira, que tem um envolvimento com um divorciado que faz análises há 15 anos. Com seu carisma, consegue fazer de sua personagem, escrita especificamente para ela pelo diretor, uma das mais queridas da história do cinema e a mais importante de sua bela carreira.

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sophia loren two women

09. Sophia Loren, Duas Mulheres, 1962

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A atriz italiana Sophia Loren é um dos maiores fenômenos do cinema mundial. Conhecida pela incontestável beleza, trazia em suas atuações uma carga dramática impressionante. Foi o caso de “Duas Mulheres“, filme que a fez estourar mundialmente, vencendo não só merecidamente o Oscar, como o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cannes. No longa de Vittorio de Sica, Loren interpreta uma mãe que foge com a filha durante a Segunda Guerra Mundial, para a cidade de Ciociara. Trata-se de um relato dessas duas mulheres em meio ao cenário de destruição. Com essa vitória, a atriz fez história ao ser a primeira em um filme em língua estrangeira a vencer na categoria.

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08 – Louise Fletcher, Um Estranho no Ninho – 1976

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Para muitos, o papel de Louise Fletcher em “Um Estranho no Ninho“, é de coadjuvante. Pode até ser,  mas a atriz fez da sua Enfermeira Ratched, a personagem mais marcante e lembrada do longa-metragem de Milos Forman. Cheia de significados dentro do roteiro,  é uma vilã, mas sem aqueles habituais exageros e mesmo com toda a simplicidade de sua atuação, consegue transformá-la em uma das mais odiadas do cinema. Louise, infelizmente não fez nada na mesma altura depois desse projeto, mas somente essa atuação já é suficiente para fazer valer a sua presença em listas com essa.

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boys dont cry

07 – Hillary Swank, Meninos Não Choram – 2000

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Com um início de carreira  alternando televisão e cinema, “Meninos Não Choram” foi a comprovação definitiva do talento de Hillary Swank. Seu primeiro Oscar ( o segundo foi com “Menina de Ouro”, em 2005 ), é uma das interpretações mais corajosas e intensas da década de 90. No filme, a atriz interpreta uma personagem real, Teena Brandon, um garoto que nasce em um corpo biologicamente feminino, mas que se identifica e tem comportamento masculino.

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06 – Katharine Hepburn, O Leão no Inverno – 1969

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Uma vitória bastante inusitada, sendo a única divisão do prêmio entre duas atrizes, junto com Barbra Straisand, em Funny Girl. Escolha até acertada da academia, que se viu dividida entre a melhor interpretação de uma veterana e o brilhantismo de uma novata, sendo que isso não tira o mérito de nenhuma das duas.  Katharine Hepburn é a recordista de vitórias no Oscar de Melhor Atriz, quatro ao todo, mas nem todas  foram nas melhores e mais merecidas atuações de sua carreira. “O Leão no Inverno” é a exceção  e representa toda a força cênica da atriz e onde notamos sua forte personalidade sendo transmitida da melhor forma para uma personagem. Trava um duelo desconcertante com Peter O’Tole, ao interpretar uma rainha problemática que tem que decidir junto com seu marido, do qual está separada, o sucessor do trono real.

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05. Glenda Jackson, Mulheres Apaixonadas – 1971

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Primeira atriz que protagoniza um nu frontal a vencer o prêmio, essa primeira vitória de Glenda Jackson ( o segundo prêmio foi por “Um Toque de Classe ), sintetiza bem as escolhas corajosas que sempre manteve essa maravilhosa atriz britânica durante sua carreira. Em “Mulheres Apaixonadas“, ela se entrega totalmente a Grudun, uma mulher forte, fria e insensível quando necessária, foco principal de uma verdadeira guerra dos sexos, travada entre dois casais durante o conservadorismo da Inglaterra de 1920.

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04. Marion Cotillard, Piaf – Um Hino ao Amor – 2008

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 A academia tem um certa boa vontade em premiar artistas em biografias, mas poucos, ou talvez nenhum outro, teve um desempenho tão assombroso quanto Marion Cottilard, em Piaf.  Não muito conhecida do público na época, que fez com que ela quase perdesse o papel, sua vitória é uma das mais gratas surpresas da premiação, ainda mais se tratando de uma atriz em uma produção em língua estrangeira, fator que ainda tem uma certa relutância da academia. No filme, Marion da vida a cantora francesa Edith Piaf, do início da carreira até sua morte.

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03. Vivien Leigh, Uma Rua Chamada Pecado – 1952

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Mesmo sendo Scarlett O’Hara, de “…E o Vento Levou”, sua personagem mais lembrada entre o público, onde venceu seu primeiro Oscar de Melhor Atriz, a grande performance de Vivien Leigh aconteceu alguns anos depois, com “Uma Rua Chamada Pecado“. Baseado na peça de Tennessee Williams, a atriz já tinha experiência com a personagem ao interpretá-la nos palcos de Londres e consegue transmitir toda a teatralidade proposta pelo diretor Elia Kazan, também para o longa. Leigh, encarna com perfeição Blanche Dubois, uma alcoólatra, com um passado misterioso e conturbado, que vai para a casa da irmã em New Orleans, pensando se livrar dos problemas. Acaba então por se confrontar com o cunhado, interpretado por Marlon Brando, que descobre seus segredos e busca desmascará-la.

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.02 – Meryl Streep, A Escolha de Sofia – 1983

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Conhecida pela incrível versatilidade, a melhor interpretação da recordista de indicações, Meryl Streep, é no emocionante drama de Alan J. Pakula. No filme, ela faz uma mãe polonesa, presa em um campo de concentração que tem que fazer uma cruel escolha durante a Segunda Guerra. Meryl , mostra uma visível dedicação e preparação para a personagem, aprendendo a falar alemão e adquirindo o sotaque polonês para o longa-metragem. Na época, ainda em início de carreira, a atriz teve que implorar pelo papel, que tinha diversas outras atrizes já consagradas como principais cotadas.

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01. Elizabeth Taylor, Quem Tem Medo de Virginia Woolf? – 1967

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Dona dos olhos mais bonitos do cinema, Elizabeth Taylor em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” aparece bem diferente da bela e vaidosa atriz de “Gata em Teto de Zinco Quente” e “Disque Butterfield 8”. Mais envelhecida, Liz encarna uma mulher embriagada em meio a um “jogo da verdade”, junto com seu marido e um outro casal, após uma noite de festa. Amargurada, sínica, irônica, mentirosa, descontrolada, Taylor interpreta uma personagem pesada, em um drama teatral de Mike Nichols, se transformando no grande momento de sua brilhante carreira.

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About the author

21 anos. Apaixonado pelas múltiplas histórias de Robert Altman, as cores de Almodóvar, a melancolia de Bergman e todo o perfeccionismo de Kubrick.

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