A convite da Warner Bros. e da Espaço-Z, eu entrevistei, com exclusividade, o diretor Jayme Monjardim, que já soma em sua carreira mais de 30 novelas e, agora, com O Vendedor de Sonhos, chega ao seu terceiro trabalho no cinema.

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Confira abaixo a entrevista exclusiva para o Cine Eterno!

Sobre a produção e a pré produção do filme: como foi que se tomou a decisão de adaptar “O Vendedor de Sonhos” para as telonas? Foi um projeto pessoal? Você leu o livro, se interessou pela história ou te convidaram?

Eu recebi o convite do Tubaldini, que é o produtor, eu não conhecia a obra do Augusto e foi impactante pra mim, porque um dia ele me mandou o roteiro e foi paixão a primeira leitura e aí me convidaram para dirigir o filme. Passamos, então, para aquela fase de adaptação do roteiro, a qual foi feita pelo Bayão, que é um belo roteirista, e, também pelo Augusto Cury. Foi um processo de alguns meses para que tudo tomasse forma, pois o filme é, basicamente, uma combinação de três livros. Então, foi um desafio bastante grande pegar um livro como o do Augusto Cury, 4 milhões de livros de O Vendedor de Sonhos vendidos no brasil, mais de 30 milhões de livros vendidos pelo mundo.

O autor, Augusto Cury, teve alguma influencia na produção?

Seria impossível ter o roteiro desse filme sem a ajuda do Augusto. Foi um trabalho em grupo e foi muito importante. Ele foi em alguns dias das filmagens, mas, depois que se entrega o roteiro, aí vai para as mãos do diretor e tudo ganha forma. Esse é um filme em que o grande protagonista é a palavra e, aí, é lógico que, em função disso, surgiu toda uma proposta visual e estética diferente para o filme. É ousado, mas vem num momento tão delicado do brasil e do mundo em que as pessoas estão solitárias e tristes, precisando de humanidade, precisando de uma palavra e de uma mensagem de vida, fazendo a gente refletir sobre as nossas vidas. Assim, acho que o filme vem num momento muito acertado, nesse fim de ano.

Quais foram os maiores desafios para fazer o filme? Entre pré-produção, filmagens e pós produção?

Eu acho que a primeira grande dificuldade era a adaptação para o roteiro, era o ponto mais importante e mais difícil. Depois, era dar vida a isso sem ficar piegas, sem ficar um filme de autoajuda, ao contrário, precisávamos humanizar. O segundo desafio foi humanizar essas relações todas para dar uma verdade muito intensa e, por isso, era muito importante a escolha do elenco. Tive que escolher um ator para fazer o Vendedor (César Troncoso) que não fosse muito conhecido e que não houvesse uma memória muito grande de outros personagens, para que eu pudesse fazer com que o público que não é muito cinéfilo tivesse uma identificação automática com o Cesar Troncoso. E o Dan (Stulbach) tem essa característica de ser muito compenetrado e muito entregue nos seus personagens e ele já estava há muito tempo fora das telas de televisão e do cinema. Ele era o psiquiatra perfeito. A idade, o jeito, a seriedade, ele ser mais fechado, ajudou bastante na composição do personagem. E o grande desafio final era dar uma estética ao filme, pois há um visual todo estudado; nada é gratuito, tudo serve para dar uma verdade na riqueza, uma verdade na pobreza e acho que o filme é muito fiel a essas coisas!

E sobre teus projetos atuais e futuros tanto na TV quanto no Cinema

Eu tenho um novo filme que vou começar a rodar em janeiro aí em Porto Alegre, com a produção do Paulo Nascimento, chama-se Eu Te Darei o Céu. É a história de uma mulher 55-60 anos que ela é voluntária em hospitais e tem uma vida muito pacata e muitos simples. Sempre tive essa ideia e agora tenha a oportunidade, junto com a Globo Filmes, de fazê-lo. Depois a gente conversa de você vir, um dia desses, ver as filmagens!

Claro, será uma honra! Então é isso! Muito obrigado pela entrevista, o Cine Eterno agradece!

Que isso! Um abraço, tudo de bom!

Com direção de Jayme Monjardim (Olga, O Tempo e O Vento) e roteiro de L.G. Bayão (Ponte Aérea, Irmã Dulce, Heleno), adaptado do best seller de Augusto Cury, O Vendedor de Sonhos chega aos cinemas no dia 08 de dezembro de 2016 e acompanha o inesperado encontro do psicólogo Júlio César (Dan Stulbach, de Tempos de Paz, A Suprema Felicidade) com Mestre (César Troncoso, de O Banheiro do Papa, Infância Clandestina).

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