Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Roteiro: Jennifer Lee
Produção: Peter Del Vecho
Produção Executiva: John Lasseter
Gênero: Animação

 

Frozen: Uma Aventura Congelante já desponta como um dos mais belos filmes de princesas da Disney. Isso ocorre, não só pela coragem de apostar, mais uma vez, em um tema aparentemente batido, mas também pela oportunidade de nos fazer refletir sobre as nossas escolhas.

 

A primeira vista, a história de Frozen pode parecer extremadamente batida. Ao assistir ao filme, no entanto, somos completamente surpreendidos pela sua sensibilidade e pela forma como conseguimos nos apegar a todos os personagens. Ao passo que a projeção vai ocorrendo, o enredo, que até pouco tempo atrás aparentava ser simples, consegue entrar em nossos corações (e na nossa cabeça) não só em forma de gelo, mas como de amor.

A princesa Elsa nasceu com capacidade de criar neve. Após ferir, por acidente, sua irmã mais nova Anna em um brincadeira, ela decide se trancar e se esconder de todo mundo, pois tem medo de que possa machucar alguém novamente. O tempo passa e seu crescimento é acompanhado pela solidão de um quarto do qual ela nunca sai, até que chega o dia da sua coroação como Rainha. Nesse evento, não conseguindo controlar sua mágica, Elsa acaba por, involuntariamente, trazer um inverno extremamente rigoroso após uma briga com Anna e abandona seu reino para viver livremente seus poderes. Agora, a princesa deverá ir atrás de sua irmã para fazer com que as coisas voltem ao normal.

Assim como todos os filmes da Disney, a animação está impecável. As formas com que os personagens são apresentados; o uso de cores; os detalhes; tudo é feito com o máximo de cuidado. Frozen, lembra muito um filme da Pixar e muito se deve pelo fato de termos John Lassater na produção executiva do longa. Percebemos claramente isso no início da fita quando somos apresentados de forma muito concisa a todos os acontecimentos desde o acidente com a irmã até a morte do Rei e da Rainha em um naufrágio (muito semelhante ao começo do excelente Up – Altas Aventuras). Podemos dizer que há uma união dos melhores elementos da Disney com os da Pixar: os cuidados técnicos e os enredos da segunda, misturado com os musicais clássicos de princesas da primeira. E o resultado em tela dessa mistura não só emociona como consegue cativar a todos os públicos.

Infelizmente, mais uma vez, aqui no Brasil sofremos com uma dublagem mal feita. Além disso, a distribuidora não disponibilizou cópias legendadas. Enquanto em animações como Toy Story, O Rei Leão e entre outros já clássicos da Disney continham um trabalho de tradução e adequação (não só das músicas como dos próprios diálogos) impecáveis, os mais recentes lançamentos vêm sofrendo dessa falha. Em algumas cenas, principalmente apresentações musicas, de Frozen é praticamente impossível entender o que está sendo dito, revelando não só a falta de cuidado com a dublagem em sí, mas com a mixagem também.

A despeito desse pequeno deslize que nós brasileiros tivemos o prazer de receber, Frozen: Uma Aventura Congelante já desponta como um dos mais belos filmes de princesas da Disney. Isso ocorre, não só pela coragem de apostar, mais uma vez, em um tema aparentemente batido, mas também pela oportunidade de nos fazer refletir sobre as nossas escolhas durante toda a nossa vida e da importância de não esconder quem realmente somos.

TRAILER LEGENDADO

http://www.youtube.com/watch?v=lX5koBHsXko&feature=youtu.be

About the author

Editor-Chefe do Cine Eterno. Estudante apaixonado pelo universo da sétima arte. Encontra no cinema uma forma de troca de experiências, tanto pelas obras que são apresentadas, quanto pelas discussões que cada uma traz. Como diria Martin Scorsese "Cinema é a importância do que está dentro do quadro e o que está fora".

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