A Fox resolveu reiniciar a franquia do Quarteto Fantástico, após deixá-los na geladeira depois de dois filmes abaixo da média, devido a uma visão mercantilista de não querer ceder os direitos para a Marvel, pois o estúdio tem um prazo limite para explorar tais direitos, perdendo a validade conforme o tempo, caso que aconteceu com Demolidor, devolvido pra rival. O reboot do grupo de heróis é uma tentativa frustada de afirmar na marra uma nova franquia teen, misturando com tons de ficção científica e filme de heroi, porém num universo tão vasto, com vingadores e liga da justiça por aí, o público requer algo além do trivial, necessitando atrativos aquém do longa metragem. Se a primeira tentativa de franquia carecia de uma mão mais autoral, essa carece de uma mão mais flexível, menos maçante, tornando a experiência irritante e tediosa.

A premissa é o ponto alto do filme, Reed Richards (Milles Teller) desde criança sonhava em fazer a diferença, construindo um teletransportador inter-dimensional, tendo como parceiro seu fiel amigo Ben (Jamie Bell). Eis que ele é descoberto por uma organização científica, se junta a Sue (Kate Mara), Johnny (Michael B.Jordan) Victor (Tobby Kennel), na elaboração do projeto, tendo êxito. Contudo, na expedição arrisca para outra dimensão, acaba havendo problemas que os tornam com poderes sobrenaturais, Reed fica com poder de se esticar, Sue de se tornar invisível, Johnny de virar um homem em chamas sem sofrer ferimentos e Ben vira uma criatura formada totalmente a base de minerais. Porém, Victor acaba ficando com sede de poder, se tornando o vilão Dr. Destino, uma ameaça para humanidade, eis que a busca por uma cura acaba sendo também o enfrentamento ao antigo parceiro.

Roteiro bem superficial, com uns diálogos sofríveis, é difícil imaginar como o mesmo diretor do incrível “Poder Sem Limites” pode se permitir estar num projeto tão raso, chega a ser ofensivo as falas brutais que os atores desempenham de forma canastra. A direção é engessada ao ponto de deixar claro que só o primeiro ato foi realmente dirigido pelo diretor, tendo seu regular segundo ato e o infame terceiro sendo executados pelos produtores que acharam mesmo que isso ia agradar o público. Há uma superficial tentativa de criar um filme menos desprendido do gênero super heróis, querendo mantê-lo sobre o aspecto da ficção científica, lembrando até o “Super 8”, porém a tesourada do estúdio transforma tudo em um filme sem alma, burocrático, cansativo, sem nenhum alívio. Tudo esquecível.

Quarteto Fantástico, portanto, é mais uma pretensiosa e fracassada tentativa de jogar goela abaixo para o espectador qualquer porcaria baseada em quadrinhos sem o mínimo embaçamento e seriedade dramática ou narrativa. A sensação que fica é pela torcida que a Fox enfim largue o osso e devolva os direitos dos quatro heróis, aos moldes do que a Marvel fez com o Demolidor e sua sensacional série de TV, as expectativas seriam muito melhores, ao menos seria algo feito com a mínima coesão e o máximo rigor, respeitando a inteligência do público pagante. A conferir o que mais de pior está por vir.

TRAILER LEGENDADO

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