Crítica | O Presente

Crítica | O Presente

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Título Original: The Gift

Direção: Joel Edgerton

Roteiro: Joel Edgerton

Elenco: Jason Bateman, Rebecca Hall, Joel Edgerton

Produção: Jason Blum, Joel Edgerton e Rebecca Yeldham

Gênero: Thriller/Mistério/Terror

Estreia Mundial: 07 de Agosto de 2015

Estreia no Brasil:  03 de Dezembro de 2015

Duração: 108 minutos

Classificação Indicativa: 16 Anos

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Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall), o casal aparentemente perfeito, devido a uma promoção de trabalho, decidem se mudar de Chicago para a Califórnia. Durante o processo de compras de alguns móveis para a nova casa deles, um sujeito se aproxima do marido, dizendo conhecê-lo de algum lugar. Após alguns minutos de conversa, ele percebe se tratar de Gordo (Joel Edgerton), um antigo colega de escola. Conversa vai, conversa vem, acabam combinando um jantar com o intuito de se aproximar novamente. Gordo, entretanto, começa a agir de forma estranha, fazendo visitas inesperadas a Robyn, geralmente enquanto Simon está no trabalho. Visto que ela se sentia sozinha, geralmente acabava convidando o amigo para tomar um chá ou auxilia-la em alguma tarefa, fato que, obviamente, deixa o esposo deveras preocupado, criando-se a sensação, na casa, de que Gordo pode aparecer a qualquer momento, especialmente, por causa de um suposto segredo do passado que envolve os dois e que pode significar alguma espécie de vingança por parte do “amigo”.

Logo de cara, um dos grandes trunfos de O Presente é a direção do estreante Joel Edgerton. Ele consegue criar um clima de tensão e claustrofobia o qual, assim como os personagens, passamos a sentir a presença de Gordo por praticamente todos os lugares. Ele dispensa os sustos desnecessárias, apostando em um terror psicológico cujo sucesso advém pela acertada escolha de utilizar como centro da narrativa Robyn. Ela, assim como nós espectadores, não sabe o que aconteceu no passado entre o seu marido e o suposto amigo e essa fato é fundamental para a criação do clima. Escrito de forma inteligente por Edgerton, o roteiro é outro ponto forte a ser destacado. As situações são apresentadas e encadeadas de forma a tornar a trama o menos previsível possível, haja a vista a quantidade de elementos que são escondidos do espectador. Assim, não temos muito o que esperar, ou quando imaginamos que algo irá ocorrer de tal forma, somos surpreendidos por uma atitude completamente diferente de algum personagem. Aliás, essas atitudes sempre são as mais reais possíveis, mas como estamos acostumados a uma abordagem mais ficcional por parte de Hollywood, tendemos a imaginá-las de forma diversa.

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O Presente, sem dúvida, é um os thrillers mais interessante e intensos do ano. Seja criando uma atmosfera de terror psicológico, seja usando os clichês do gênero de forma inteligente e não óbvia, o filme consegue prender o espectador do início ao fim. Esse efeito também se deve a excelente escolha de elenco: Jason Bateman, mais um vez provando que sabe se portar muito bem em papeis mais dramáticos; Rebecca Hall, funcionando como o cerne emocional e paranoico da produção e, por fim, Joel Edgerton que não satisfeito por arrasar na direção e no roteiro, também dá um show de atuação com seu personagem o qual ora aparenta ser o mocinho da situação, ora tem todos os elementos para ser o vilão. Em suma, não há muito o que ser mais dito sobre o Presente a não ser uma coisa: deve ser visto. É um filme pequeno, sem muita divulgação, mas que tem atributos relevantes e que, com certeza, devem ser prestigiados.

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