Título Original: The Hobbit: The Battle of the Five Armies

Direção: Peter Jackson

Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro

Elenco: Martin Freeman, Richard Armitage, Ian McKellen, Orlando Bloom, Cate Blanchett, Luke Evans, Evangeline Lilly, Benedict Cumberbatch, Lee Pace, Aidan Turner, Christopher Lee

Produção: Carolynne Cunningham, Peter Jackson, Fran Walsh e Zane Weiner

Estreia Mundial: 17 de Dezembro de 2014

Estreia no Brasil: 11 de Dezembro de 2014

Gênero: Aventura/Fantasia

Duração: 144 minutos

Classificação Indicativa: 10 anos

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Se tem uma coisa que já aprendemos com Peter Jackson é que menos é mais, sempre. Para que fazer um filme se eu posso fazer três? Por que filmar uma hora e meia, se eu tenho material e dinheiro para gravar três. Toda essa lógica de que menos é mais, por conseguinte, torna o que era para ser épico e surpreendente, em algo normal. E isso é muito preocupante, ainda mais quando estamos falando de um filme cujo tema central é uma batalha – a qual, inclusive, todos dizem ser uma das maiores de todo universo de Tolkien. Peter Jackson ficou tão preocupado em transformar os outros filmes em algo mais atrativo, enchendo de lutas, monstros, cenas de ação muito bem feitas que, quando chegamos no ápice de tudo, não há surpresas, pois já vimos orcs, elfos, anões lutando com a mesma destreza e garra que percebemos nesta derradeira luta.

Como o próprio subtítulo já nos informa, todo o enredo gira em torno da batalha pelo tesouro da Montanha Solitária. Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), mesmo tendo todo o tesouro a seu dispor, ainda procura pela “Arkenstone” que fora roubada por Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) – ao perceber que o ouro estava subindo a cabeça de Thorin -, para que o rei dos anões cumprisse a promessa que havia feito a Bard, o arqueiro (Luke Evans). A ganância de Escudo de Carvalho aliada a sede pelo ouro dos outros povos, resulta na famigerada Batalha dos Cinco Exércitos.

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Já no início do longa, fica evidente o quanto cortar o enredo do Dragão Smaug pelo meio prejudicou (e muito) a narrativa. Toda destruição fica anticlimática, visto que o personagem perde a força e imponência que tinha no filme anterior de uma maneira impressionante. Além disso, a projeção 3D escurece tanto a cena que mal da para ver o ataque do dragão, fora que Peter Jackson parece ter deixado todo o seu esforço criativo para a Batalha: os enquadramentos do ataque duram meio segundo e ele já corta para os personagens fugindo ou entanto atacar Smaug. Em suma, ele enrolou tanto nos outro filmes, que nesse ele resolveu correr – e justamente na parte do Dragão que tinha um potencial gigantesco.

Por outro lado, não preciso nem dizer que a batalha é explêndida, Peter Jackson sabe filmar lutas de uma maneira invejável: sempre muito bem enquadradas e sempre com um timing perfeito. Se nas duas produções anteriores Jackson e o montador Jabez Olssen erraram feio na montagem, em A Batalha do Cinco Exércitos, eles investem em um recurso óbvio, mas sempre muito efetivo: a montagem paralela. Como não li o livro, não tinha a mínima ideia do que ia acontecer, então essa alternância entre as pequenas batalhas que vão acontecendo, deixam um suspense que consegue cativar até os mais céticos (como eu) em relação à franquia.

O grande e crucial problema do terceiro Hobbit, porém, está no fato de que já vimos tanto exageros e “despirocadas” de Peter Jackson que, quando chegamos na batalha final, não há mais aqueles olhares de admiração ou até os suspiros que ele conseguiu fazer na Trilogia do Senhor dos Anéis. O dragão Smaug, já tinhamos visto no filme anterior, assim como os Orcs e os elfos lutando. Em suma, ele enfeitou tanto os outros dois (que poderiam ser, tranquilamente, um longa de no máximo duas horas) que, aqui, que seria o momento ideal para surpreender a todos, ele não consegue. Não por incompetência, haja vista que as cenas de batalha estão sensacionais, mas por causa dos erros das produções anteriores.

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Se em A Desolação de Smaug, Howard Shore parece ter se perdido na Montanha Solitária, agora ele parece ter achado o caminho de volta. A trilha sonora está mais integrada ao filme, sem ficar comentando desnecessariamente o que estamos vendo em tela. O mesmo podemos dizer da fotografia que segue o mesmo padrão sombrio que a da produção anterior. Só que agora faz sentido narrativamente. Entretanto, o 3D (a cópia mostrada para imprensa foi em 3D normal, então espero que esses problemas não estejam presentes na versão para salas IMAX, as quais, geralmente, têm um cuidado maior com a projeção) estraga toda a coloração do filme, fazendo com que as cenas mais tensas e escuras sejam muito difíceis de ser acompanhadas, ainda mais quando a câmera está em movimento. Portanto, prefira pela cópia em 2D, IMAX ou HFR para não ter surpresas desagradáveis.

A Batalha dos Cinco Exércitos, assim como Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, tinha um potencial de se igualar aos filmes da “Trilogia Original”, Senhor dos Anéis, nesse caso. Os fantasmas dos outros dois Hobbit’s, contudo, ainda assombram toda a produção, fazendo com que, aquilo que poderia ser épico, pareça normal, apenas. E um filme com Batalha de subtítulo, não pode se dar ao luxo de ser “normal”. Para mim, não existe Star Wars 1, 2 e 3, fiz questão de (tentar) esquecer. O mesmo irá acontecer com o Hobbit. Senhor dos Anéis permanece lá, intocado.

A não ser que, daqui há alguns anos, a Disney não resolva fazer uma participação especial.

TRAILER LEGENDADO

1 Comment

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