Título Original: He Named Me Malala

Direção: Davis Guggenheim

Roteiro: Carrie Lee Wilson, Emi Mochizuki e Christopher Landon

Elenco: Malala Yousafzai, Ziauddin Yousafzai, Toor Pekai Yousafzai, Khushal Yousafzai e Atal Yousafzai

Produção: Davis Guggenheim, Laurie MacDonald e Walter F. Parkes

Gênero: Documentário

Estreia Mundial: 02 de Outubro de 2015

Estreia no Brasil: 19 de Novembro de 2015

Duração: 88 minutos

Classificação Indicativa: Livre

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Infelizmente a tradução brasileira do título do filme não apresenta muito bem o ponto de vista principal da película. Em inglês, se chama “He Named Me Malala”, ele me deu o nome Malala, em tradução livre. De certa forma, já anuncia (ou deixa subentendido) que a garota tem muita influência de seu pai, desde o seu nome até a forma como foi criada para ser destemida, auto-suficiente e, principalmente, ser uma líder nata em uma causa que não devia mais ser causa, mas, sim, um comportamento permanente em uma sociedade que possa ser chamada de humana. Porém, boa parte da “narrativa” do documentário vem da perspectiva do pai de Malala que é homem, assim como o diretor da fita, que é homem. Esses “pequenos” detalhes fazem toda a diferença e acabam sendo o Calcanhar de Aquiles do longa.

O Documentário aborda, de forma bem simples, a vida de Malala, desde o seu nascimento até os dias atuais e, como o diretor é Davis Guggenheim (Uma verdade Inconveniente), ele faz questão de tentar abordar os principais aspectos relacionados ao porquê de Malala ser assim. Por outro lado, Davis consegue manter uma linha crítica e política (com as devidas proporções) sobre os acontecimentos envolvendo a luta das mulheres muçulmanas, lideradas pela protagonista, para conseguir exercer um direito fundamental: a Educação. Contudo, como já me referi, em algumas passagens do filme fica evidente que o fato de uma mulher não estar dirigindo, pesa em tela, aliás, pesa na abordagem da vida. Tanto que, inconscientemente, se sugere que Malala é assim por causa do pai, que é mandada pelo pai – o que de certa forma é bastante contraditório com o que se apresente durante todo o documentário. Isso não chega a estragar a experiência, mas incomoda, podendo, até, descredibilizar a produção.

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De qualquer forma, ouvir/ver a história de Malala deveria ser uma obrigação de todos. Com a pouca idade que tem, ela dá um show de lucidez e de personalidade que se pouco vê em crianças e adultos. Ela desafia as autoridades, chega na cara do presidente de um país e, praticamente, coloca o dedo na cara perguntando por que não foram tomadas providências. Ao mesmo tempo, não deixa de ser criança quando interage com seus irmão, ou quando fica nervosa e vermelha ao ser questionada sobre a sua vida amorosa. Ademais, tudo isso é um bom pontapé para que iniciemos um processo interno de reflexão sobre o que fizemos, fazemos e faremos. Malala, atualmente com um pouco mais que dezoito anos de idade, não só tem um prêmio nobel da paz, como também luta e defende pelos seus direitos. E nós, fazemos o mesmo?

TRAILER LEGENDADO

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