Título Original: Gods Of Egypt

Direção: Alex Proyas

Roteiro: Matt Sazama e Burk Sharpless

Elenco: Brenton Thwaites, Nikolaj Coster-Waldau, Courtney Eaton, Elodie Yung, Gerard Butler

Produção: Basil Iwanyk e Alex Proyas

Estreia Mundial: 24 de Fevereiro de 2016

Estreia Nacional: 25 de Fevereiro de 2016

Gênero: Aventura/Fantasia

Duração: 127 Minutos

Classificação Indicativa: 12 Anos

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Acreditem ou não, Deuses do Egito e Mad Max: Estrada da Fúria têm, em comum, a presença de 200 técnicos, por exemplo: ambos têm o mesmo assistente de direção (P.J. Voeten), supervisor de efeitos especiais (Julian Dismsey), coordenador de dublês (Tim Wong) e até atores (Courtney Eaton, Abbey Lee, Bruce Spence e outros). Mas, então, isso quer dizer que Deuses do Egito é bom? Óbvio que não! Um filme não se sustenta só pela técnica, precisa de direção e roteiro também. E o diretor, Alex Proyas, fez aquela bomba chamado Presságio com o Nicolas Cage e os roteiristas, Matt Sazama e Burk Sharpless, têm em seus currículos, nada mais, nada menos do que Drácula: A História Nunca Contada e O Último Caçador de Bruxas. Assim, acho que nem preciso dizer onde estão os problemas desta fita.

Baseada no mito “A Batalha Entre Horus e Set”, a película inicia com a coroação de Horus, Rei do Ar (Nikolaj Coster-Waldau), como Rei do Egito, contudo seu tio Set (Gerard Butler) invade a cerimônia e toma a coroa do sobrinho e, ainda lhe retira os dois olhos, deixando-o cego e sem seus poderes. Ahh esqueci de falar que todos são Deuses (duh). Nesse novo reinado, a situação para os mortais piora consideravelmente, visto que o novo rei prefere espalhar a desigualdade e a escravidão. Iresignados com as novas condições, o casal Bek (Brenton Thwaites) e Zaya (Courtney Eaton) arquitetam planos para tentar invadir a fortaleza de Set e recuperar os Olhos roubados do Deus do Ar e devolve-los. Ben já tinha experiências para “pegar emprestado” coisas que não são suas, logo, isso não foi um problema, mas ele só acha um dos olhos, o que já é suficiente para fazer com que Horus entre numa jornada para destronar o tio e recuperar a paz no Egito.

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Como eu falei antes, por contar com um time de técnicos semelhante ao do novo Mad Max, o longa funciona muito bem nessa parte. Os efeitos especiais são bem feitos, os cenários são bonitos, as cenas de ação são bem coreografadas. Entretanto, o roteiro é praticamente inexistente e a direção beira a vergonha alheia. A história é contada como se fosse um videogame: parecem várias fases com um chefão no final. Por exemplo, inicia tudo bem, chega Set e ocorre uma batalha; depois Bek vai tentar roubar o olho e tem de passar por armadilhas. Toda a estrutura narrativa fica nesse lenga-lenga que, quando chega no fim, dá vontade de sair do cinema.

As atuações, por sua vez, estão decentes. Nikolaj convence como o rei traído que busca vingança; Courtney, a despeito de não ter muito tempo de tela, deixa o espectador apreensivo com o seu destino e Brenton é o grande destaque pelo carisma que consegue passar, ainda que o roteiro não ajude. Por outro lado, Gerard Butler está no modo automático, reprisando, basicamente, o seus trejeitos já vistos em 300, contudo, sem o mesmo peso ou profundidade. O vilão fica fraco, sem muita personalidade e “reitero, mais uma vez,” que o roteiro tem uma grande parcela de culpa.

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Sem mais, Deuses do Egito é mais uma das provas vivas de que não adianta ser uma produção excelente em termos técnicos, mas ser falha em roteiro e direção. Mad Max: Estrada da Fúria funciona porque consegue aliar excelentes efeitos especiais com história, condução e atuações interessantes. Algo que não ocorre aqui. Tenta-se compensar o enredo e direção problemáticos, com os artifícios visuais e claro que não da certo, pois um deveria complementar o outro. Mas enfim, não tomarei mais muito o tempo de vocês com esse filme.

TRAILER LEGENDADO

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