Crítica | Cada Um na Sua Casa

Crítica | Cada Um na Sua Casa

 

 

Título Original: Home

Direção: Tim Johnson

Roteiro: Matt Ember e Tom J. Astle

Elenco: Jim Parsons, Rihanna, Steve Martin, Jennifer Lopez

Produção: Suzanne Buirgy e Mireille Soria

Estreia Mundial: 20 de Março de 2015

Estreia no Brasil: 09 de Abril de 2015

Gênero: Animação/Comédia/Aventura

Duração: 94 minutos

Classificação Indicativa: Livre

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Na fita acompanhamos a invasão dos Boovs ao planeta Terra. Os humanos, em consequência disso, acabam sendo realocados em algum lugar da Australia que, de uma hora para outra, consegue suportar 7 bilhões de humanos em casinhas (ok, ok, é um filme infantil, vou relevar). Durante, essa mudança, entretanto, a humana Tip (Rihanna) acaba ficando para trás em meios aos pequenos alienígenas e conhece o simpático Oh (Jim Parsons) que lembra muito um portador de Síndrome de Asperger, devido a sua dificuldade de relacionamento com seus semelhantes, mas isso fica implícito, não sendo citado em nenhum momento. Oh está em grandes apuros, pois revelou, por engano, a nova localização da espécie para os seus maiores inimigos, os Grogs e, por isso, vêm sendo perseguido pela sua espécie para que tente consertar a sua falha.

Tim Johnson junto com os roteiristas Tom J. Astle e Matt Ember cria uma película com ritmo acelerado e cenas de ação bastante interessantes, principalmente para as crianças de até oito ou dez anos no máximo. O senso de humor se resume a brincadeiras com banheiro, tropeções e peripécias dos boovs que lembram bastante os minions por causa da aparência e da forma como falam de vez em quando. O carisma desses, porém, não chega nem perto dos pequenos amarelinhos de Meu Malvado Favorito.

Um ponto importante pelo qual dou méritos ao filme, contudo, é no que diz respeito à diversidade étnico-racial e social. Temos uma protagonista negra que se junta a Oh que aparentemente sofre de distúrbios sociológicos para juntos enfrentarem os preconceitos e os problemas dessas diferenças. Quando temos cenas com multidões de humanos, por exemplo, vemos pessoas de todos os tipos: brancos, negros, pardos e isso é apenas lindo. Além disso, a mensagem sobre companheirismo, amizade e família deixada pela produção, apesar de ser bem batida para os mais velhos, é de extrema importância e relevância para crianças em formação.

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Cada Um na Sua Casa mostra uma cristalina e desesperada vontade da DreamWorks de emplacar um sucesso após o fracasso de Pinguins de Madagascar e a perda injusta do Oscar de Como Treinar Seu Dragão 2. Personagens carismáticos com piadas bobas, aliados ao excelente cuidado técnico do estúdio fazem com que o filme seja facilmente apreciado, infelizmente, apenas pelas menores faixas etárias, enquanto os adultos sofrem no cinema.

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About the author

Editor-Chefe do Cine Eterno. Estudante apaixonado pelo universo da sétima arte. Encontra no cinema uma forma de troca de experiências, tanto pelas obras que são apresentadas, quanto pelas discussões que cada uma traz. Como diria Martin Scorsese "Cinema é a importância do que está dentro do quadro e o que está fora".

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