Crítica | Apenas Uma Chance.

Crítica | Apenas Uma Chance.

- in Cinema, Crítica Cinematográfica
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Título Original: One Chance
Direção: David Frankel
Elenco: James Corden, Julie Walters,  Colm Meaney
Estreia no Brasil: 24 de Julho de 2014
Gênero: Drama/Comédia
Duração: 103 minutos

Abordar o cotidiano de pessoas comuns que por ventura conseguiram superar a si mesmo e os dilemas de suas vidas, ascendendo a notoriedade, passa a ser uma fórmula de bolo na qual o cinema tende a repetir constantemente. Eis que chega aos cinemas “Apenas uma Chance”, mais uma tentativa de repetir a fórmula, retratando a vida de um total “perdedor” com o dom de cantar ópera, sofrendo rejeição e agressões de inúmeras partes.

Paul Potts (James Corden) é um jovem que sempre teve o dom do canto, sofrendo bullying e os maiores preconceitos possíveis em sua cidade, sendo desestimulado por seu pai (Colm Meaney), mas estimulado sempre pela sua dócil mãe (Julie Walters). Depois de conhecer Julz (Alexandra Roach) e engatar um namoro, Paul consegue coragem e condições para seguir seu sonho: ir à Itália estudar Ópera e cantar para o eterno Pavarotti. As coisas, previsivelmente, não dão certo e os rumos caminham até o programa sucesso Britain’s Got Talent, no qual amadores se apresentam e tentam ganhar pomposos 30 mil libras. Eis que se estabelece a odisseia de um comum em busca de superação, aceitação e sucesso.

O defeito principal do longa é o roteiro, extremamente manipulativo chegando a ser forçado e piegas, não há uma abordagem minimamente interessante numa estória que tinha traços fecundos. As situações construídas são pra lá de previsíveis, desinteressantes e até maçantes, os personagens não são minimamente empáticos, nenhum consegue conquistar o espectador e tão pouco faze-lo participar em prol do sucesso do protagonista. Há um vácuo entre o espectador e o filme tremendo, sendo apatia a sensação predominante até o término do longa-metragem.

O elenco é esforçado, mas nenhum se sobressai e consegue passar a mínima empatia para o espectador, é um desperdício tremendo, visto os simpáticos e carismáticos nomes do elenco, como Julie Walters e até o próprio James Corden, mas há muito pouco no qual eles possam trabalhar. A direção de David Frankel, mesmo de ‘O Diabo Veste Prada’, é convencional e manipulativa, tenta ao máximo forçar a emoção e o envolvimento por parte do público, o que não acontece, apelando o máximo possível, terminando com um desfecho extremamente forçado, pra não dizer ridículo.

“Apenas uma Chance” passa a ser apenas uma chance de promoção de um programa fenômeno no Reino Unido, usando um caso específico saído do programa. A sensação que dá após o término é de tédio e apatia, nos fazendo pensar quando será que teremos o filme sobre a Susan Boyle. Quem sabe esse não seja mais interessante, apesar que a tendência é seguir a mesma fórmula de bolo, cada vez mais insosso e desgostoso.

~~TRAILER LEGENDADO~~

 

 

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