Crítica | Annabelle

Crítica | Annabelle

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Título Original: Annabelle

Direção:  John R. Leonetti

Roteiro: Gary Dauberman

Elenco: Ward Horton, Annabelle Wallis e Alfre Woodard

Produção: Peter Safran e James Wan

Estreia Mundial: 03 de Outubro de 2014

Estreia no Brasil: 09 de Outubro de 2014

Gênero: Terror

Duração: 98 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

 

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O cinema de terror/suspense está em alto no momento: nas últimas semanas tivemos produções interessantes chegando às salas como Isolados e Livrai-nos do Mal. Para entusiastas do gênero como eu, não tem como não vibrar com cada acerto, ainda mais quando presenciamos um sequência deles. Annabelle, a despeito de não ser tão competente quanto seu criador “Invocação do Mal”, pelo menos mostra nos traz de volta àquela atmosfera excruciante do caso do Warren, assustando e entretendo na medida certa.

John (Ward Horton de O Lobo de Wall Street) presenteia sua esposa, Mia (Annabelle [!!!] Wallis de  X-Men Primeira Classe) com uma linda boneca para completar a sua coleção. No mesmo dia da chegada de Annabelle, a casa é invadida por um casal que ataca Mia, colocando sua gravidez em risco. A partir desse certame, uma série de acontecimentos curiosos e assustadores começam assombrar a protagonista que se força a mudar de cidade para superar o trauma. Annabelle, todavia, acaba indo junto, bem como a maldição.

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O direção de John R. Leonetti (responsável pelo péssimo Efeito Borboleta 2) repete muitas das características já consolidadas de James Wan (o qual assina a produção da fita) seja pelos seus ângulos baixos, seja pelos seus planos-sequência. Tudo está ali tal como Wan faria, entretanto, em alguns momentos, ele acaba soando falso e exagerado – da mesma maneira que Noam Murro tenta copiar Zack Snyder em 300: a Ascensão do Império. Isso fica evidente na cena em que a personagem principal fica presa em um elevador e ele insiste em não cortar. Se ele erra pelo lado de querer ser Wan, em alguns aspectos demonstra um pouco de originalidade, devido a forma de como enquadra a nossa personagem principal, Anabelle: sempre no centro do quadro ou em evidência, mesmo sendo imóvel, ela adquire peso e vivacidade em cena. Tudo isso mérito do diretor e das suas escolhas, uma vez que estamos falando de uma boneca “imóvel”.

Ademais, o roteiro é bem amarrado, inclusive com referências a Invocação do Mal, mas acaba pecando pela obviedade e até preguiça de algumas resoluções. Observamos isso quando Mia “fica surpresa” que John não tranca a porta – o que claramente é um costume dele -, e, dois minutos depois, alguém invade a casa. Aqui claramente percebemos o recurso preguiçoso de tentar explicar a invasão, o qual não só é desnecessário como já dá pistas de que algo curioso está para acontecer, estragando a surpresa. Tirando esses detalhes, toda a narrativa até que sai com um saldo positivo.

Os atores, ainda que não muito bons, acabam funcionando como apoio ao estrelato de Anabelle que é a grande estrela do filme. Isso se deve em grande parte a excelente direção de arte e figurino da película que reproduz muito bem os anos 70, pois os intérpretes são bem inexpressivos, com exceção da excelente Alfre Woodard (que vimos em 12 anos de Escravidão) que vem para subir um pouco o nível.

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Mais uma vez, o destaque vai para os quesitos técnicos como design de produção, mixagem e edição de som (que por sinal é um dos cernes da produção) e isso já diz muito da dificuldade que ainda temos com atuações boas de filmes de terror. Saudades de Hitchcock ou de William Friedkin com o seu O Exorcista.

Annabelle é Hollywood sendo Hollywood novamente: fez sucesso? vamos tentar extrair mais dinheiro, o máximo possível. O desfecho poderia ser muito pior, temos aqui um filme cheio de problemas, mas que é eficiente, pelo menos, no quesito susto. É mais do mesmo? Sim. É inovador? Não. Isso, contudo, não significa que não seja assustadoramente delicioso de se ver – de preferencia com uma boa companhia.

TRAILER LEGENDADO

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